
Memento
(latim memento, lembra-te)
s. m.
1. Oração eclesiástica que principia por aquela palavra.
2. Livro de lembranças, agenda onde se anota o que se quer recordar.
3. Obra em que estão resumidas as partes essenciais dum assunto, duma ciência.
É com essa definição que o Driveout batizou seu tão esperado primeiro trabalho full-lenght. A mudança no som da banda se torna nítida nas quinze faixas que compõe o Memento. O disco começa com uma introdução regada a vocalizações, pianinhos e outros barulhinhos não identificados (que se tornaram bem presentes nesse trabalho da banda) passando direto para as guitarras distorcidas de Mono, e continua nesse fluxo de riffs pesados alternados com sintetizadores até chegar à nova versão da já conhecida balada Mais uma Vez, que na minha modéstia opinião é o ponto alto do disco. Os novos arranjos de piano e violino deram a música uma atmosfera que é dela por direito. A letra fala sobre culpa e redenção de uma forma muito intimista e melancólica, mas com um certo tom de conformação forte também. Os rapazes também mostram o que aprenderam com bandas como Alexisonfire, Funeral for a Friend e Fighstar em porradas como Exílio, Cinco e Olhos Abertos, melodias intensas recheadas de guitarras chapadas pra quem curte um 'roque pesado’. E vale ressaltar também as interessantes Mario vs. King Koopa que é um hardcore com menos de um minuto e Black Nigga que parece alguma espécie de b-side maluca do Nine Inch Nails. No mais Memento é um ótimo trabalho que valeu todo o tempo que levou pra ser feito, cada música parece ter sido cuidadosamente pensada e trabalhada pela banda, o que é algo positivo e interessante no cenário atual onde as bandas se acostumaram a lançar trabalhos de certa forma mais simples (como os ep´s com poucas faixas, por exemplo). É um disco com conceito de 'obra’ mesmo, como os discos das bandas que você escuta quando é moleque e quer fazer um igual.
19:43
O Nerd Puto
