segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Top 5: Melhores discos Emo

Bom, a coluna top 5 de hoje vai pra todo mundo que ainda considera emo aquilo que assistia na MTV a uns anos atras. Ai vai um pouco do é o emo de verdade, pelo menos no meu ponto de vista. Muito mais do que esse ai ai ai que caiu na grande mídia.

Preparem seus lenços.


1 - “Diary”, Sunny Day Real Estate:

Logo quando eu comecei a rabiscar essa lista na minha cabeça esse disco veio automaticamente como primeiro lugar. Talvez seja porque foi ele que me apresentou a esse estilo de som ou talvez porque ele realmente seja o melhor disco emo de todos os tempos. Assim que o Sunny Day Real Estate apareceu em Seatle na década de 90 foi confundido com mais uma banda grunge, o que era um clichê da época, mas os ouvidos mais apurados puderam notar uma sútil diferença entre o som do Jeremy Enigk e sua turma e das bandas vigentes na época. As canções do Diary mostravam uma angustia diferente do que as que caras como Kurt Cobain ou Eddie Vedder falavam, havia uma tristeza lírica marcante em cada canção e tom da coisa toda não era de revolta e sim de uma melancolia sufocante regida pela alternância de versos calmos e refrões explosivos, com a voz sublime de Enigk colocando pra fora letras sobre decepções e frustrações de todos os tipos. Provavelmente foi o disco que mais chegou perto de apresentar o emo a uma grande mídia, principalmente depois do Nate Mendel e do William Goldsmith serem convocados por ninguém mais ninguém menos que Dave Grohl para serem a cozinha do Foo Fighters.

Destaques do disco: Seven, In Circles, Song About an Angel e 47.


2 - “The Power of Failing”, Mineral:

Se existe uma banda que pode ser considerada a “cara” do emo com certeza essa banda é o Mineral. É aquela coisa do tipo: você pergunta pra algum amigo seu se ele gosta de emo verdadeiro e ele pergunta “tipo o Mineral?”. E não é pra menos, os caras tem tudo que consiste em uma banda emo típica. Quatro caras magrelos que se juntaram em meados dos anos 90 para fazer um som que ao mesmo tempo servia como confessionário das próprias vidas. Foi assim que o Power of Failing foi concebido. Dez canções no melhor estilo versos sussurrados/refrões gritados aprendido com o SDRE e o vocal gemido do Chris Simpson dando um tom de dor as letras da banda. O disco também contem a música “Gloria” que é o que chega mais perto de ser o “hino” do emo.

Destaques do disco: Five, Eight and Ten, Gloria e Take the Picture Now.


3 - “American Football”, American Football:

Um dos melhores projetos pós Cap´n Jazz (pra mim o melhor logo depois do The Promise Ring). Com o American Football Mike Kinsella conseguiu passar do ritmo frenético da sua banda anterior e passar pra uma sonoridade extremamente calma e etérea, com músicas bem arranjadas - uma faixa do disco tem mais de oito minutos – o som da banda parece um post-rock com alguns vocais passando pra lá e pra cá, falando sobre coisas nostálgicas, momentos que não voltam mais. O disco tem um tom bem menos urgente do que se é de costume em derivados do gênero, mas ainda sim é bem comovente e sincero.

Destaques do disco: Never Meant, The Summer Ends e For Sure.


4 - “Chemestry for Changing Times”, The Blacktop Cadence:

O Blacktop Cadence é um projeto paralelo de ninguém mais ninguém menos que Chris Wollard, um dos front mans de uma das melhores bandas de post-hc de todos os tempos, o Hot Water Music. Mas ao contrário do seu projeto principal essa banda que infelizmente durou apenas um disco foge totalmente da sonoridade agressiva e rasgada do HWM. Aqui Wollard mostra um lado menos autocritico do que nas suas composições para a outra banda e aposta em um teor mais sensível e confessional, quase sempre regado a uma alternância de versos dedilhados e refrões com guitarras altamente distorcidas. No mais o Blacktop é uma banda que merecia ter durado mais, mas pelo menos enquanto viva fez um disco ótimo, o que muita banda que dura mais não consegue fazer.

Destaques do disco: Last Night... I Bought the Wine e Are You my Angel?


5 - “Dear Life…”, Hateen:

É sempre bom falar do que é nacional, é se existe um disco/banda brasileiro que realmente pode ser chamado(s) de emo são o Dear Life/Hateen. As composições se alternam entre parcerias do Rodrigo “Koala” Sanchez e Cesar Santisteban (ex-baixo/voz da banda) e composições exclusivas dos dois. O processo de gravação desse cd foi bem intenso e traumático para a banda, segundo o próprio Koala. E não é de se duvidar, as músicas te levam para um cenário de cotidiano sufocante, todo colocado em cima de melodias fortes onde o emo convencional se entrelaça com grunge, hardcore e muita distorção. O cd teve até direito a ter uma faixa lançada em um dos volumes da respeitada coletânea “emo diaries” feita pelo selo americano Deep Elm.

Destaques do disco: 404 Not Found, Fake Fate, Danger Drive e Big Life.



3 comentários:

Vini DLuca disse...

ótima lista, véio!
poste mais listas :D

Juliana D. disse...

Eu sou muito poser, boe. muito!

Felipe xxx disse...

Gostei da lista tem discos bons que ficaram de fora, mas todos são bons representantes do verdadeiro emo.

Na outra lista não esqueça Cross my heart e Crristie front drive.

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Criado por Ramon Saldanha